Antes de qualquer cargo, Márcia foi — e continua sendo — cabeleireira. Foi atrás da cadeira do salão que ela ganhou o nome pelo qual Belo Horizonte a conhece: Catiguria. Porque mulher que sai da mão dela sai na catiguria: arrumada, bonita e de cabeça erguida.
O salão foi virando outra coisa. Virou ponto de encontro, virou desabafo, virou o lugar onde a vizinha conta que a rua está sem luz, que a árvore podre vai cair, que o ônibus não passa, que a filha apanhou em casa e não sabe para onde ir.
A primeira campanha foi em 2016. Sem estrutura e sem recurso, como ela mesma conta:
“Eu não tinha estrutura, não tinha grandes recursos, mas tinha algo que continua comigo até hoje: fé em Deus e amor pelo povo.”
De lá pra cá foi protocolar, ligar, cobrar e voltar. Vila Acaba Mundo, Nova Esperança, Jardim Atlântico, Ipiranga, Coração Eucarístico — rua por rua, uma demanda de cada vez, até chegar às 413 concluídas. Quem é da região conhece o bordão: chamou, chamou, Catiguria chegou.
Agora ela leva esse mesmo jeito de trabalhar — perto, teimoso e sem intermediário — para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
- Cargo
- Candidata a Deputada Estadual por Minas Gerais
- Número
- 44991 — União Brasil
- Base
- Belo Horizonte — vilas, favelas e bairros
- Desde
- 2016, quando fez a primeira campanha
- Família
- Mãe de três filhos e avó de cinco netos
- Ofício
- Cabeleireira — dona do salão que deu origem ao apelido
- Bandeiras
- Defesa da mulher, saúde, juventude e transporte
- Bordão
- Chamou, chamou, Catiguria chegou